"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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segunda-feira, 19 de novembro de 2007

AMIGO BASCO



Viveste fronteiriço entre espanhóis e franceses
E mil anos de história te constituíram basco
Que sangue honrado guardas no corpo, não em frasco,
Sustentando tão orgulhoso espírito, tantas vezes...

Mas no fragmento gaulês da tua alma
Que a si mesmo questiona, no incômodo da existência,
Fez na beleza dos Pirineus, plantar sua ausência,
E ao mundo desejou colocar em sua palma...

Entre as lutas da sua mente, do militante ao apaixonado,
Desembarcaste enfim, no encontrado paraíso,
E sem pestanejar, abandonou todo juízo,
Entregando-se a busca do próprio significado.

No berço esplêndido da beleza miscigenada se deitou,
E recebeste prazer e provaste do encanto,
Da liberdade, realidade e do acalanto,
Das desiguais culturas, que atento, observou.

Agora sonhas tua origem, com outros olhos e sentimentos,
Das certezas apenas uma: “tudo é incerto”.
Mas o homem desbravador, que tiraste do encoberto,
Será a diferença, em todo e qualquer momento.

(Dedicado ao amigo Jon Itcaina - 23/03/2007)

Mon ami basque

Tu as vécu frontalier, entre espagnols et français,
Plus de 1000 ans d'histoire ont fait de toi un basque
Quel sang noble que celui qui coule dans tes veines
Irrigant un esprit si fier, tellement digne

Mais la partie gauloise de ton âme
Celle qui s'interroge, sur la dureté de la vie
Te fit te détourner de la beauté des Pyrénées
Pour embrasser le monde par le creux de ta main

Entre les luttes de ta conscience, du militant, du passionné,
Tu as débarqué enfin, dans un nouveau paradis,
Et, sans faire de bruit, sans a priori
Tu as consacré toutes tes forces à la recherche du sens véritable.

Dans le berceau magnifique de la beauté métisse tu t'es allongé
Tu as reçu du plaisir, goûté à l'enchantement,
À la liberté et à la réalité
Des inégales cultures que tu as observées.

Maintenant tu rêves tes origines, avec d'autres yeux, d'autres sentiments,
Rongé par une seule certitude: "tout est incertain"
Mais l'homme audacieux, que tu as révélé au monde et à toi même,
Fera la différence, à chaque moment de sa vie nouvelle.

(Dédié à Jon Itcaina - Autor da Tradução em Janeiro/2008)
Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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