"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

CARTA AO MISERÁVEL



Miserável e errante, é mais um ser neste mundo, perdido...
Perambulando feito alma penada, neste umbral corpo fedido,
Com as vestes em trapo imundo, e rosto-reflexo desnutrido.

Busca sua alegria, na chaga aberta, apodrecida,
Causa horror ao hipócrita, que com o carma elucida,
Esta tua condição de criatura esquecida.

Justifica sua vida, em nome da liberdade!
Despertando olhos piedosos, embebidos em mediocridade,
Doando seu sangue triste às sarjetas da cidade.

(Miguel Ariloque - 2001)

Um comentário:

  1. Se vc me permitir vou usar este texto como inspiração todas as vezes que sair a rua para entregar comida. Nele vc descreveu a essencia de muitos que ja encontrei em muitas vezes que sai a rua.
    Daniela Barbosa

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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