"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

CHUVA EM EXPRESSO


Um cara qualquer, numa casa qualquer, numa vida qualquer, acordou. O som da chuva se ouvia quando ela batia nos telhados das casas vizinhas e escorria pelas calhas. Logo sentiu um cheiro familiar, que evaporava de algum lugar. Foi para a cozinha e não encontrou a postos, nem o coador, nem o bule, nem a água fervendo. O cheiro ficava cada vez mais forte. Num surto imediato pegou a chave e abriu rapidamente a porta, projetando-se para  fora de casa, chegando no  meio da rua. Envolvido pelo calor das gotas que caiam do céu molhando seu corpo, abria a boca e deixava com que o gosto sublime, tomasse sua alma, descendo por sua garganta. Chovia café. (29/01/2008)

4 comentários:

  1. Nao tinha como não comentar este, eu adorei...Ja tenho paixão por café, e agora toda vez que chover vou me lembrar destas gotas caindo do ceu....e nao só dos bolinhos de chuva.
    Ja disse que adorei este texto?

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  2. Precioso!
    Somente quem aprecia o café, pode saber o que você disse, com exatidão, aroma e gosto.
    Antonio Padilha

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  3. Café café café.... por causa desse texto vou ter que ali tmar um café.

    Como sempre muito bem escrito
    :)

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  4. Obrigado por Blog intiresny

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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