"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

DISFUNÇÃO EXISTENCIAL

SER-EM-SI
Vejo outrora este “Eu” embrutecido
Nos autos da força geradora da minh’alma
Que com mão destra conduzia-me pela palma
E com coragem gritava, destemido:

Eis me aqui, matéria prima concebida
Pela idéia da eterna revolução
Da promessa de uma vida enriquecida
Do contrato que assinei em ilusão.

SER-POR-SI
Por hora descola-te do “Eu” bruto
E trafega pelo inconsciente coletivo
Elabora um plano drástico, astuto
E suja de sangue esse sonho paliativo

Derruba cada um dos muros da Bastilha
Pulveriza toda essa distorção materialista
Cria sem espírito, a tua própria filha
Para desintegrar o trono do pai imperialista.

(14/09/2006)

2 comentários:

  1. Belo poema a liberdade de ser, e ser no mundo. Fazer com que foi feito de nós algo melhor num mundo ruim.

    Bj!

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  2. "Cria sem espírito, a sua própria filha... Para desintegrar o trono do pai imperialista"
    Muito interessante. A dialética que busca o fator de "sabotagem" dentro do próprio corpo. A filha, vejo como a luta que perdeu seu espírito, mas mesmo assim, quer superar o padrasto (por que a relação é de adoção forçada).
    Sartre se orgulharia!
    Antonio Padilha

    ResponderExcluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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