"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

PERDIÇÕES



Dentro do túnel iluminado e quebradiço,
Decido em angústia para a vida me entregar...
Aos olhos dos outros, não tenho compromisso,
Se aos prazeres da dor pretendo desfrutar!

Invadido de ansiedade, meu peito aperta e explode!
Aos tristes sentidos, agora eu vou falar:
- Entender-se no espelho, ninguém mais pode...
E nas águas insanas eu quero navegar!

(Miguel Ariloque - Novembro/1997)

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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