"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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domingo, 20 de janeiro de 2008

SE TU SEGURAS, SE TU DEFINHAS




Se tu seguras, se tu definhas...
Definhas para prender,
Seguras para definhar.

Se tu definhas, se tu seguras...
Seguras para prender,
Definhas para segurar.

Ora, mas que fazes então,
Se seguras e definhas irremediavelmente,
Na proposição de tanto querer?

Deixas livre o coração,
Que pelos dedos escorre suavemente,
Neste desespero de sobreviver?

Apenas então abra tuas mãos,
Não pense, não sonhes, simplesmente,
Seguras e definhas sem perceber!

(20/01/2008)

3 comentários:

  1. Olá,
    "Na proposição de tanto querer" acabo querendo o que não quero por isso do definhar.Radiografia da alma!

    Um abração!

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  2. Nossa, muito bom Adriano! Que carga de sentimentos... quase posso sentir apenas em ler. Segurar e definhar sem perceber...
    Bjs
    Paloma

    ResponderExcluir
  3. O tanto querer não é compatível com a liberdade.

    Beijos da Senhorita.

    ResponderExcluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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