"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

SORTILÉGIO


















Ora o quanto prefiro a ira em doença
Frente ao vazio do nada incompreensível
A tortura lenta e inadmissível
A condenação suprema da não-presença.

A sentença em lâmina fria e crua
Que a pele rasga e a carne adentra
Punição sagaz, forte e lenta
Do silêncio imposto a alma nua.

(23/10/2005)

Referência da Figura: La tortura en Chile http://valparaiso.indymedia.org/news/2004/12/1200.php

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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