"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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sábado, 16 de fevereiro de 2008

BEMOL PARA A DIÁSPORA DAS ALMAS



Cinco séculos de diáspora, não somente transportou,
Os filhos da velha África, escravizados e comercializados,
Para servir de braço forte, ao capital dos “civilizados”,
Construindo com trabalho, a riqueza que não desfrutou.

E se ainda não bastasse ao povo africano espalhar,
Sua terra dividiu entre a Europa dos Impérios
E a vida destes nativos, submetida aos impropérios
De novamente ser escravo em seu próprio habitar.

Mas não somente este fardo histórico ao mundo apresentou
Destes povos segregados, não pode ser esquecido
Que marcaram sua atuação, como povo destemido,
E pela transformação das culturas dos lugares em que chegou.

Haja visto na América do Norte, da dança e lamento blue,
Que tomaram as plantações com alma e a voz,
Enquanto a festa em batucada, nos terreiros das avós,
Disfarçada em rituais sincréticos, na América do Sul.



Imagem: capa do excepcional álbum de Jazz From The Plantation To The Penitentiary [2007], de Wynton Marsalis.

Um comentário:

  1. Ótimo poema sobre o sofrimento e o tratamento que os negros receberam sob o domínio imperalista europeu.
    Um abração!

    ResponderExcluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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