"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

PEQUENA CANÇÃO DOS ESPELHOS



Na profundeza destes olhos teus,
E na imensidão deste seu coração,
Palavras eu busco e rebusco em vão...
Pois ainda não foi criado por Deus,

Um adjetivo ilustre a tão bela claridade,
Nem mesmo um termo exato e glorioso.
Mas como para a arte, basta o olhar curioso,
Resta-me então aguçar-te a vaidade:

Tens as mais belas janelas d’alma que conheço!
Que não se comparam a quaisquer relatos de verdade,
Sobre o brilho de tesouros e amores de começo.

Dedicado aos olhos de Fátima Kadri

4 comentários:

  1. Que texto bonito. Acredito que a pessoa a quem dedicou tenha ficado encantada. Assim como eu.

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  2. Juro que tentei escrever algo que chegasse aos pés desses versos... mas não consegui... só posso dizer que estas belas janelas d´alma agora brilham um pouco mais, por terem sido alvos, ou como vc prefere dizer, as " musas" da sua inspiração.
    Beijo grande
    Fátima

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  3. ao ler tais palavras, desejei demais um poema como esse para mim, feito por vc.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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