"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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segunda-feira, 24 de março de 2008

DIGNITATE


Após as sonantes, lembranças e relatos
No momento do meu incômodo despertar
Eis que as minhas respostas, resultantes dos fatos
Em palavras saltaram a discordar:
A tua não é minha, tão pouco a minha é tua
Na qualidade de quem é ou do que se é digno
Ou nas custas da “respeitabilidade” em que atua,
Aqui está: o ar da nobreza, não é meu signo.
É feito meu, sim, a elevação dos sentimentos,
A mescla inconstante do ideal e da realidade,
Sem honrarias como dogmas ou mantimentos
Sem títulos, ou eminência de moral autoridade.
Creio no meu olhar almado da simplicidade,
Pois me bastam referências de diversas naturezas,
Para a refletir e contemplar da humanidade as belezas,
E a estridente certeza do que é ter dignidade.

2 comentários:

  1. Poder sentir, discordar e buscar novas referências é vivenciar nossa humanidade naquilo que ela tem mais de bonito. Lidar com o outro ainda que "dependamos" dele não significa identificar-se com suas idéias e propostas. Haverá vantagem em negar os nossos ideais ainda que o caminho oferecido traga vantagens pessoais e abra um atalho para o "sucesso"?
    Um abração!

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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