"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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domingo, 27 de abril de 2008

MIMETISA



O tempo que tens para viver é amor
A fecundar os jardins, com a língua e as pernas
Colorindo o vácuo, frente aos olhos e lanternas
Para enfim morrer, sob as pétalas da flor.



Pois no existir intenso, como se não pouco fosse,
Te metamorfoseaste do rastejo ao pairado.
Mas antes de findar teus dias de bailado
Cobre tua fome voraz, com o néctar assaz, doce.

5 comentários:

  1. Simplesmente lindo!!!

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  2. Tempo para um viver intenso, ou não temos ou temos e não sabemos aproveitar. A vida ou a própria felicidade exigem essa metamorfose, e eu preciso desse mimetismo.
    Um grande abraço!

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  3. A vida das belas pequeninas, cheia de beleza e docura, que se acabam em pouco menos de um mês e cumprem sua função na natureza. Quantos vivem sete décadas e na fazem de bom...
    Antonio Padilha

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  4. Parabéns, poeta!


    Gostei da polinização
    dos sentimentos,
    das asas da tua poesia!...

    Voa, voa, voa,
    ama, ama, ama...


    Abraços poema,

    jmj

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  5. Platonismo borboletesco...
    A. Padilha

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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