"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A DANÇA DA ROSA DAS PÉTALAS INCENDIADAS



Fechaste os olhos e rosto levantaste,
Ergueste um braço, desceste o outro.
E partiste com a tua alma ao seu próprio encontro.
Ao movimentar seu ventre enquanto dançaste.


Em tuas mãos o pano tornou-se fogo,
Ao circular-te ao som das ladainhas e dos rumores
E nas melodias mágicas, das cordas e dos tambores,
Seduzes a vida, no vislumbre deste jogo.


Indescritível, tão bela, estavas a brilhar:
Inigualável rosa, vermelha e encantada,
Que o mestre Pixinguinha soube como cantar:


- Tu és, de Deus a soberana flor *... ADMIRADA!
Que pelos finitos adjetivos, não se poderia configurar,
E aos Cânticos de Salomão, reduziu a nada ... Nada ...


* Fragmento da canção Rosa, de Pixinguinha, pretenciosamente citada neste texto.

2 comentários:

  1. ”Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente, e não a gente a ele”. Mario Quintana disse, e concordo.

    Beijo meu

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  2. "Em tuas mãos o pano tornou-se fogo..." Adorei seu soneto!! Lembrou-me da última vez em que vi minha irmã dançando ao lado de uma fogueira!!! Fazemos umas festinhas ótimas que, de improviso, acabam se transformando em verdadeiros saraus.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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