"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

FIGURAÇÕES DA ROSA, EROS, PSIQUE, A IDÉIA E A PALAVRA



Para a doce Ana Paula Vergara

Afrodite a condenaste ao arder dos aflitos
Na fúria arquetípica, da fome feminina,
Antes tivesse visto, teu sorriso de menina,
Precipitando qualquer um dos possíveis conflitos.

Agora já é tarde, na ordem dos conscritos!
Uns tão longe amam, por perto, eu, somente...
Livro então minha garganta, da força da corrente.... E
Acomete-me contar o segredo destes Mitos:

Vejo sonhos que vagavam, em ti, encontrados,
Eros conduzindo Psique em seus braços

Razões que então se dissipam nos embaraços,

Grafando n'alma os olhos, dóceis, encantados...

Acendendo a lâmpada, tu iluminaste o condenado

Rebelando-se então, ante o rosto acobertado,
Arrancaste todas as vendas, e descobriste um admirado.

5 comentários:

  1. A luz fecunda, o amor ressuscita!
    Assim, também, a idéia e a palavra.
    Adorei!!

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  2. È realmente um texto bonito. Parabéns!
    A. Padilha

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  3. Viver é superar os obstáculos, os conflitos... Viver é amar e ser amado... Sonhar e tornar sonhos em realidade... Balancear a razão e a emoção... Deixar a chama acender... iluminando a alma, o viver... Descobrir e arrancar as vendas, para enxergar a vida, vislumbrar os sonhos e encontrar o amor...
    Sem dúvida você merece todos os aplausos, por sua sensibilidade, por ter transformado em palavras essa homenagem, da qual não me acho merecedora, mas que me fez muito feliz...
    Beijos e parabéns pela pessoa linda que você é!!!!
    Ana Paula Vergara

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  4. Pela sensibilidade vejo ao longe que só poderia ser Adriano Tardoque, um poeta iluminado como aqueles enviados por Zeus...

    Beijos de puro encantamento,

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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