"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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sábado, 13 de dezembro de 2008

DESEDIU CUM BARROCO



The First Kiss - Willian-Adolphe Bouguereau, 1873


E por todos os poderes sacro-santos do infinito,
No encontro das hóstias, em busca do êxtase,
E pelas meditações descontroladas que dão ênfase,
Aos verbos censurados na falácia do conflito...

Eis que saltam os odores, ao começo dos embates,
E as armas desesperadas, comandantes da libido,
Perfumam os opostos, com estandarte exibido,
Unificando delícia e dor, na fuga dos engates...

Nesta guerra de volúpias, os querubins se afagam,
Exalando seus perfumes, "testos" e "progestos",
Na explosão sensorial, não existem modestos,
Só o derramar dos fluidos, para as luzes que se apagam.

2 comentários:

  1. Oi Adriano! Lembrei de "Imaculada": "Quero ser mulher no lugar e hora que meu príncipe quiser..." De uma delicadeza ímpar o seu texto.
    Beijos!!

    ResponderExcluir
  2. Viajo em suas palavras... Consegue transcrever com delicadeza, ternura e beleza.
    Suas palavras são de uma leveza, que toca minha alma...
    Ana Paula Vergara

    ResponderExcluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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