
O tempo que tens para viver é amor
A fecundar os jardins, com a língua e as pernas
Colorindo o vácuo, frente aos olhos e lanternas
Para enfim morrer, sob as pétalas da flor.
Pois no existir intenso, como se não pouco fosse,
Te metamorfoseaste do rastejo ao pairado.
Mas antes de findar teus dias de bailado
Cobre tua fome voraz, com o néctar assaz, doce.
Te metamorfoseaste do rastejo ao pairado.
Mas antes de findar teus dias de bailado
Cobre tua fome voraz, com o néctar assaz, doce.


