"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

EVASIVO TRANSMISSIVO


Hieronymus Bosch - As tentações de Santo Antão

Não quero ser sucinto, direto,
Apenas jogar as idéias no espaço
Não gerar questões de embaraço
Na especulação do “SER” ou não, discreto.

Quero respostas imprecisas, instantâneas,
Que saem num solavanco rápido, impreciso...
Assim como brota no rosto, um belo sorriso,
Da graça escapada, das bobagens momentâneas.

A razão disso tudo é o instinto,
Do jogo das meras emoções inusitadas,
Que na surpresa das ações experimentadas,
Alimenta as fantasias de um faminto.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

DJAVANEAR UMA 'QUASE' CANÇÃO POR QUEM SE QUER


Para Daniela

Te tocar...
E cantar a loucura em te querer
Me compor...
E contar minha história pra você
Te falar...
De toda sede que eu tenho em viver
Me expor...
Declarar a minha fome por você
Te marcar...
Tatuar no teu corpo meus dentes e poder
Me dispor...
Mapeando os ventos que me levam a você
Te nomear...
Anjo absoluto no auge do meu clã
Te ludibriar...
Pra te sensibilizar a lá Djavan.

(Entre algum dia de 1999 e 13/04/2000)

Imagem: http://flamencobrasil.com.br/2012/04/o-djavenar-flamenco/

sábado, 13 de dezembro de 2008

DESEDIU CUM BARROCO



The First Kiss - Willian-Adolphe Bouguereau, 1873


E por todos os poderes sacro-santos do infinito,
No encontro das hóstias, em busca do êxtase,
E pelas meditações descontroladas que dão ênfase,
Aos verbos censurados na falácia do conflito...

Eis que saltam os odores, ao começo dos embates,
E as armas desesperadas, comandantes da libido,
Perfumam os opostos, com estandarte exibido,
Unificando delícia e dor, na fuga dos engates...

Nesta guerra de volúpias, os querubins se afagam,
Exalando seus perfumes, "testos" e "progestos",
Na explosão sensorial, não existem modestos,
Só o derramar dos fluidos, para as luzes que se apagam.
Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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