"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

A NEGAÇÃO AO SÁTIRO

Caso não saibas, sinto dizer-te, é tarde.
Tua jovialidade, de ti, escorreu...
E para desavisados, assim como eu,
O desejo composto em chamas, me arde!

Tens, eu sei, as fobias da tenra idade.
Também à supremacia, que nada escondeu,
Da doce beleza, que nunca se perdeu,
Nos exageros da tua ingênua amabilidade.

4 comentários:

  1. Vejo que alguem andou ponderando sobre a idade =P.
    Muito bom, como sempre.

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  2. Estava com saudades dos seus textos...

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  3. Muito bom....gostei deste primeiro encontro com o que escreve.

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  4. Sempre é tarde...
    No momento em que encosta a mão, no momento em que tenta o toque..
    É tarde.
    E os olhos fechados a noite não permitem sentir que o tempo e sua ilusão passam entre sonhos.
    E, quando acordamos, continuamos não sabendo que estamos dormindo nos braços do tempo...mergulhados na ilusão até a alma e impregnados de desejos não resolvidos.
    A beleza, a carne tenra, a pele macia...em que idade ou espelho ficaram as marcas dos amores não vividos, entre súplicas de compaixão.
    O tempo nunca vai me perdoar e ele espera o meu perdão...

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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