"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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domingo, 20 de setembro de 2009

NADA CONTRA A CORRENTEZA



Memória,
venerável,
mensurável,
e sofrível!

História,
palatável,
sustentável,
do impossível

Glória,
desejável,
indispensável,
inadmissível!

Nas distintas
fantasias
e famintas
manias...

Nada, pouco, nada,
pouco, nada, pouco,

Chega, nunca, chega
Nunca, chega, nunca.

Nada, nunca, nada
Chega, pouco, chega.

CORRENTEZA



O tempo vai passando, a gama de relações se afunila. A cada dia que passa, fica a impressão de que as ações precisam deixar de se embasar em politicagens e se ater a autonomia. É nadar contra uma correnteza violenta, sem dúvida. Mas acredito que na proposta da busca de uma vida alimentada pela novidade dos lugares, das pessoas, das vivências, é possível minimizar toda e qualquer angústia. A vida deve seguir.
Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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