"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

TURBILHÃO DO CÁLIDO DESPERTAR



Desce doce,
Some fome.
Largo amargo.
Medo azedo.

Mal carnal
Festejo desejo,
Vislumbre insalubre.
Paz ineficaz.

Mente sente.
Vive declive
Orna retorna
Aquece esquece.

3 comentários:

  1. Ai como você é sem graça!
    Pára de escrever bem assim ok?
    E é bem subjetivo, tão subjetivo que eu ainda to processando... Se bem que esse é o meu normal e.

    Eu adorei profê! :D
    xx

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  2. Profundo! Essa ponte entre "Mal carnal" e "Festejo desejo" é fantastica, faz pensar sobre tudo q lhe envolve... o certo e o errado em um só ato, como se não pudessemos evitar ou fugir os anseios da carne...

    Mas cá entre nós... que aptidão esse clã barbaro tem para escrita hein primão ;3

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  3. Cálido
    Laço
    Irresistível e
    Tênue
    Ósculo
    Respectivo e
    Insano
    Sexo

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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