"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

ARDAMOS

 Degás

Teus olhos curiosos,
Fitaram os meus.
E escorreram
Pela minha
Face cheia
Em ressalvas.
Mergulhando então
Na minha e já tua,
Boca.
Desafiando, então
A minha e já nossa,
Loucura.
Dissolveu, pois bem,
A ética
Em aquarela.
Esparramando em cores,
Desejos, lampejos.
O bailado, 
Proibido,
O aprendizado, 
Escondido.
Querer não nos julga,
Nos queima!
Ardamos,
Então.

4 comentários:

  1. Que arda enquanto é fogo, alimentado pelos desejos, no iniciar desse aprendizado.


    :)

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  2. Ardamos...em cores quentes de aquarela.
    Querer fundir-se ao outro...isso é desejo puro...o desejo que desejo ter.
    E se convido à dança a loucura, os corpos esparramam sua sua letra em poesia.
    Suas palavras ardem e como ardem...

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  3. Nossa fiquei simplesmente apaixonada pelo seu blog, que delicia de ler moço, parabéns viu!

    "Ardamos" amei (...)

    Beijos
    Júh

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  4. eu me apaixonei pelo que você escreve, mas Ardamos está sendo o meu favorito...
    também tenho um blog, se puder dar uma passadinha depois me deixaria muito feliz ;)
    http://diariodebordocarolmamoru.blogspot.com/

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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