"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

CAMAFEU


Desespero que me toma e consome,
Na ânsia amarga de desconhecer,
As origens destes olhos sem nome,
Que levam o poeta a enlouquecer!

Do céu, vem eles, eu sei!
Pela harmonia do Oriente nos traços,
Ou como a doçura dos motis nos pratos,
Que em admiração, nos sonhos, experimentei...

Do inferno, vem eles, sei bem eu!
Pelo assombro que ao meu sono, carregou,
E que nas imagens dos pensamentos, se perpetuou,
Ao congelar-se no virtual camafeu.

2 comentários:

  1. um grande, muito grande abraço para ti amigo e, obrigado pelo menifesto deixado, de facto, são palavras que vêm de quem, como tu, sabe!!



    heduardo

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  2. Oi Adriano tudo bem!!
    Muito obrigado de coração por ter essa opinião tão generosa em relação ao blog...eu fico extremamente feliz!!Que bom que você transformou uma situação que vivenciou em uma ação que leva com toda certeza maior conforto e compreensão à pessoas que
    vivem ou viveram a mesma experiência.
    É muito reconfortante encontrar pessoas como vc por aqui, que realmente fazem a diferença na vida de outro alguém...
    Grande beijo...
    Ale

    ResponderExcluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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