"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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sábado, 21 de agosto de 2010

O QUE VEJO E O QUE VIVO


Asas avassaladoras,
Arrancaram-me do chão.
Despretenciosas,
delicadas:
Não te olhei,
Te vi.
Não entendi,
Vivi.
O sorriso,
Os olhos,
As mãos,
O pescoço.
A tortuosa vontade
De tocar.
O rosto,
Os lábios.
O doce que projetas
Em minha mente.
Salivando, pedi
Aos anjos 
Que me enganam,
Que te chamem
Pelo nome
Saciando-me,
A fome.
Matando-me
A sede
de saber
quem
tu
és.

3 comentários:

  1. É jogar um homem sedento num oásis...
    E este homem de tanta sede, não bebe.
    Vira também, água.

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  2. Que poema lindo,eu sei o que cada palavra quis dizer,e o momento que ela vieram na sua cabeça.
    Perfeito, maravilhoso, não tem como expressar em palavras o que senti ao ler.
    Beijos no coração.

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  3. E a mistura o delicioso gosto do completo, repleto dos sabores todos num golada sem fim.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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