"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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sábado, 21 de agosto de 2010

QUIXOTESCO


Eu,
Quixote,
Quixotesco,
Amaldiçoado serviçal,
Dos meus deliciosos
Delírios!
Andarilho perturbado,
Das estradas,
Infestadas
De moinhos.
Guerreiro amante,
Das terras férteis,
E dos corpos frutíferos,
Colhídos,
Na dor.
Errante sonhador,
Faminto lavrador,
Dos termos,
Da alma,
Coletiva,
Vadia!

3 comentários:

  1. E vamos a trucidar moinhos e colher frutos.
    Na essência do viver.

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  2. Moinhos, moinhos... Ei de derrubar-lhes... Nem que seja aos pouquinhos... Moinhos moinhos...

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  3. MALDITOS SEJAMOS TODOS NÓS, QUIXOTESCOS INCANSÁVEIS, QUE BENDIZEMOS OS MOINHOS QUE NOS DERRUBAM!

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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