"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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domingo, 12 de setembro de 2010

DOR DO INCAUTO


Venha então, no meu leito,
dor sem nome...
Rasga os tecidos,
desta alma,
Deste peito!
Executa a minha calma,
Pela fome,
E com seu jeito,
faz meu clamor insano,
ser em vão.
Busca no alto,
Minh'alma e põe no chão
Cega os olhos,
Nos delírios deste efeito,
Punindo as horas,
regadas de ilusão,
D'um ansioso homem,
tão incauto na paixão.

2 comentários:

  1. Dá gosto de ler as coisas que você escreve profê! *-*
    Cada poema lindo que você posta aqui, as vezes nem te reconheço.
    Tá, parei com o comentário inútil. xx

    ResponderExcluir
  2. Eis o espaço/mundo para que eu possa ser "mais de mim" ou "mais por mim". Tão importante em ter este espaço como "meu" é poder div idí-lo. Obrigado pela visita.

    ResponderExcluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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