"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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sábado, 2 de outubro de 2010

EU, UM POÇO


Não fosse eu,
Um poço dos mistérios,
Celestiais e mundanos,
Estaria você, curiosa e,
Nas entrelinhas de ser,
Para mim, auspiciosa?

Não fosse eu,
Um emaranhado de paixões,
Possíveis ou improváveis,
Estaria você, ansiosa e,
Nas obviedades de ser,
Para mim, presente?

Não fosse eu,
Um acumulado de vazios,
Sem nome ou direção,
Estaria você, distante e,
Nas angústias de ser,
Para mim, quem é?

3 comentários:

  1. Não me sinto dentro de "um poço"... Sinto-me "um poço". Em ambos os casos, só resta olhar pro céu.

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  2. O que resta é apenas deixar os momentos vir aos pouquinhos, abraça-los e curti-los, deixe as preocupações para outrora :).
    Resta sim olhar pro céu, e degustar os momentos

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  3. Belo poema, deixa boas reflexões e tem um quê pessoano, tratando deste poço que, intimamente, somos, mesmo que às vezes deixemos que vejam apenas uma poça raza... porque só poucos devem descobrir a real profundidade que há em nós, à medida em queles nos ajudam a construí-la.

    Um abraço!

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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