"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

OS CÂNTICOS DO TEMPO


Crowley e Pessoa (Portugal-1935): Xadrez

Tempo... 
Que venhas!
Escorre pois, 
Pelo meu espírito!
Toma 
Cada um 
dos fios
Da minha
Cabeça... 
Cada um
dos poros
da minha
Pele...
Pinta de branco,
Engana 
com encanto,
O desespero
Que começa!
Os cânticos
Da sabedoria,
Ressoa,
Um a um.
Acalma-me,
em verso,
Sem prosa,
Em Pessoa.
Metafísico,
Pragmático,
Senhor,
Tempo.

6 comentários:

  1. Assim como os Cânticos de Salomão?! Que venha a maturidade e a sabedoria que o tempo nos propicia, mas que não percamos a ternura, a ingenuidade e pureza de coração de quando criança...
    Como sempre lindo, reflexivo e inspirador...

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  2. Sinta a pedra pesada que o tempo lhe tras, segure firme, e atire na cabeça do primeiro a lhe amolar :)

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  3. Viajando pela net aportei aqui e fiquei a ler teus escritos. Gostei muito deste. Passo a seguir. Abraços.

    PAZ e LUZ

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  4. poesia muito fluente, e oferece mais que palavras e boa sonoridade. É isso aí, muito bom!

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  5. ...transcorrendo, transformando, tempo navegando em todos os sentidos...
    sua sensibilidade é um presente, obrigada.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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