"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

TRÊS SÁTIROS COMBALIDOS E A NINFA RELUZENTE

 
Satyricon  (Fellini) (Signed) (Limited Edition) - Por Milo Manara

Três Sátiros, sentados, combalidos
Em cadeiras dispersas, distribuídos.
E nos metros cicundantes ao redor,
A exuberância deflora em tom maior:

Pequenina, proporcional e tão bela
A Ninfa ali reluz, como numa tela,
De um quadro perfeito, emoldurado,
Alimentando o desejo, desesperado...

De quem não entende o acúmulo monumental
De tanta formosura num só local,
Na pele clara e delicada, de um só ser,
Arrebatando as almas que vêem para crer.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

INCOMMENSURABILE


Para Priscila

Vai...
Pelo céu, sonha e vê
Tudo aquilo que
as imagens
Da menina
até a mulher
Mostraram.
Caminha pela Constantinopla,
Bizâncio,
Istambul...
Por onde marcharam romanos, 
cruzados,
otomanos.
Sente no ar
o aroma perfumado
Das feiras.
Recorda-te seus movimentos
A dança, a cultura, a lembrança.
Do teu bailado, respira a herança.
Contempla a monumentalidade,
Contar o Cairo, não lhe será caro.
Traga cheio o coração,
Para servir a sua paixão,
Da busca eterna,
Alegria fraterna,
Amor em sí.
Mata a saudade
do que não
viveu
com
Vida.
Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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