"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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sexta-feira, 26 de março de 2010

PARA A FÊNIX HILDA HILST


 © Marjorie Sonnenschein* Hilda Hilst

Teu verso
levo n'alma!
Marcando às páginas
d'um romance franco ou russo.
Ou coladas no espelho
de corpo inteiro,
para que eu me,
veja todas as vezes que leio.
A sorrir o espirito, ao ler, descobrindo,
A derradeira tentação,
da chama que me consome.
Nada me parece,
tudo então, és:
Brilho vivo, toda poesia!
O melhor adeus sensato ao sentido,
Do nomadismo do quarto
Ao sedentarismo da sala.
Fragmento ativo estrutural da fala
Me soa como fome.
Me soa como sede.
Ou um conto de quem sempre desconfio...
Crendo!


segunda-feira, 1 de março de 2010

EU, O BÁRBARO!

Vitral representando Willian Wallace: dentre outras coisas os bárbaros morriam por LIBERDADE

Eu, o Bárbaro!
Algoz falastrão,
Juiz das
pseudo-donzelas
balzacas,
futeis,
furtáveis,
falíveis!
Menestrel,
do meretríssimo
incongruente
da sensibilidade
banal da ficção
francesa, 
filmica.
farcesca!
Poeta,
Expoente nonsense,
da elegia pitoresca...
Ave Maria!
Católicaos
fugidio,
fuçado,
furado!
Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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