"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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sábado, 10 de dezembro de 2011

BRANQUINHA


Você é assim...
Uma gatinha,
Branquinha,
Sozinha...
Que por si só,
Caminha.
Com dengo,
Com charme,
Sem que te chame,
Independente de quem
Te ame.
Você é assim.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

RUNAWAY MÄDCHEN


Pessoa,
como tua "Mensagem", perdeu-se na viagem?
Como o peixe envidraçado,
que outrora no desejo, nadava vivificado,
agora tornou-se objeto, obsoleto, parado?
Tão distante tu estava e me acertou!
Tão próxima tu esteve e me errou!
E desprovido, de peso e de medida,
vou, outra vez, ver que na vida,
nem tudo pode dar certo,
nem de longe, nem de perto.
Pois assim, desde então, tenho jurado: 
que nas escarpas deste todo meu coração petrificado,
tudo que é cuidadosamente plantado,
com o mesmo zelo, também é arrancado,
para n'outro tempo, refazer-se fecundado.

sábado, 26 de novembro de 2011

PERENE PERECÍVEL


Nada é o que parece.
Nada aparece.
Perece,
impassível,
passo a passo.
Descompassado,
o passado,
desde quando
compensa?
Pensa
com ou sem
desdem.
Condescendente,
desde que
irascível,
irado ou
nocivo.
Figurável,
desde então,
nada parece perene.
Aparece
passível,
perecível

terça-feira, 22 de novembro de 2011

EX-ESTRANHO

Bob Dylan


Ao amigo Paulo Castro


Estranhos não são os que não conheço,
Estranhos, em certeza, eu insisto:
São aqueles onde não tenho começo,
São aqueles em que não existo.


Reconheço somente o que me dá espaço,
Reconheço o que se serve  da verdade, 
Aquele que enaltece a força do laço, 
Aquele que se inebria da espirituosa amizade.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

LEMBRANÇAS E VEGETAIS DE PLÁSTICO

Meu corpo, o teu corpo esquecerá.

O tempo a minha voz apagará.

Do meu tom não mais se recordará.

Tão pouco das coisas que eu te dizia.

E a simplicidade de tudo aquilo que eu queria,

Na fome dos lábios e no peito que te acolhia,

Perecerá diante do que realmente não vê.

Dos dias tediosos e alucinantes noites, você

Plantará mais sementes do que não crê.

Então regará jardins que não florescem,

De vegetais de plástico que não envelhecem,

Esperando sonhos que não acontecem.

Imagem: 
http://www.fotolog.com.br/lhuuzinha/76180136

EU CHOVENDO



Vou andar na rua.
Chover de baixo para cima.
Molhar o céu com minh'água,
cheia de (e)motivos.
Encharcar de mim
as núvens teimosas.
E ao expelir-me
na ensopada fuga,
fingir-me como Pessoa.
Como, deveras,
sinto.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

QUANDO EU NÃO ESTIVER MAIS AQUI


Quando eu não estiver mais aqui,
Acende a pira, com o fogo sagrado,
E ao lado do corpo que jaz, inanimado,
Semeia e queima, os livros que escolhi.

Arranca-me todas as flores do mal,
Nas estepes dos lobos, cumpre meu anseio
Espalha-me como folhas na relva,
ou minh'alma apanha, num campo de centeio.

Correndo o mar, a montanha, a selva,
Me levarão os ventos, como um fumaçal,
Desafiando o mundo, num mero passeio, 
Eternamente partindo,  nunca encontrando o final.

Quando aqui eu não mais estiver,
Canta as canções que um dia eu ouvi
Relembra os amores que tive ou vivi,
E abre a garrafa, d'uma bebida qualquer.

sábado, 15 de outubro de 2011

MITOS EM GUERRA


Memórias ininterruptas, daquilo que não vivi,
Arrebentam-me intensamente os sentidos,
E no arcabouço dos fatos desmentidos,
A notícia dos ventos, assombrado, antevi:

Estão em batalha selvagem, todos mitos,
Nas ordens da psiqué, humana e voraz,
Que nos arquétipos encontrará a arma que faz,
Restaurar a essência na composição dos ritos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SIGNOS DE AR



Absolutismo passional.
Seduzidos e entregues
a tormenta,
para n'outra
ponta da vida
ser partícula
que alimenta:
Sem ar,
sem chamas!
Amantes que
nas piras
queimam,
clamando autoconsumo,
a espera
das ideias-fagulhas
e ações comburentes,
para também ser fogo!
Intensidade, força, aceleração...
Corpos ardentes,
incandescentes,
indecentes,
girando, então
na intensidade
apoteótica
d'um furacão!

domingo, 9 de outubro de 2011

MILIONÁRIO VISIONÁRIO BINÁRIO... REFLETINDO STEVE JOBS



Uma reflexão sobre Steve Jobs

Você,
milionário
visionário
binário...
Cuja luz
permite sonhos
individuais,
reais...
Cujo acesso
conduziu-se
irreflexível
para muitos,
tornando-os
técnicos impensantes
dos botões
virtuais,
na busca
do que a fúria
capital orientou
como vida perfeita:
Ter, nas mãos,
em forma de maçã,
o mundo!!!
E devorá-lo!

Fonte da Imagem: http://becodesign.wordpress.com/2009/08/25/design-paraense-sustentavel/

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

UM VESTIDO VERMELHO


Tiraste com palavras
o vestido vermelho
engavetado nas
memórias minhas...
Tecido rubro
sob medida, criado
para, em ti,
dançar e cobrir-te
a branca pele
e cobrir-me
de fantasia...
Tocá-lo,
suspendê-lo,
tirá-lo,
banhá-lo
com meu
e o seu suor,
eu queria...
Para depois
vê-lo caído
no chão,
após flutuar,
nos segundos
duma fração...
E retornar
consciente da
vontade que
inerente deixa-me
entristecido...
Para novamente,
despertar e
engavetar
sem ti,
o teu vestido.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

LICORES INEXISTENTES


Utopia chamaste de bom grado a morte,
E a ela te entregaste de corpo inteiro e são,
E a tua alma deixaste para a própria sorte,
E os casos e acasos, desta pobre geração...

Sem peito, sem razão,
sem cor, sem bandeira,
sem força, sem tesão,
sem eira nem beira.

Cálices de licores inexistentes,
Que as horas inebriam com a solidão,
Dos delírios tecnológicos, que afogam as mentes,
Secando as raízes e folhas da transformação.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A CRIANÇA NO TEMPO


Quando pisco
meus olhos,
e os anos
passam voando...
Quando fecho
meus olhos,
e a infãncia
vem pairando...
Repleta de borboletas,
robôs, coqueiros e praias,
desenhados em branca
alma-papél,
que se colore lentamente,
acalentando minha mente,
e o meu
espremido coração,
que perde e pede
espaço para
voar no espaço!
Assina
Discos Voadores
e cruza as dimensões
da memória
da lembrança,
da história,
da esperança
e dá-me,
no tempo,
a doce
criança...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O DUETO DAS PELES


Quando eu descer
diante de ti,
todo revestido
de entrega plena,
arranca meus pelos,
minha pele e então,
encontra-se em mim!
Deixa-me entrar,
buscar-te no que é teu,
e o que é eu,
o que é meu!
Começa com vírgula
poesias e romances,
que escreveram por nós:
Todo desejo
construído em vontade,
fora de hora...
Todo desejo
de cantar em dueto,
"Demora, agora...".

Imagem: http://www.imdb.com/title/tt0422295/

sábado, 30 de julho de 2011

CONJUGANDO GRATIDÃO


Disse na canção o trovador,
Que vestindo-se de tradição,
O pescador,
"se encanta mais com a rede,
que com o mar".*

Digo, eu ao poeta admirador,
que despindo-me das letras com emoção,
a poesia, quando lida
é um ato nobre de amar.

Ao Poema CONJUGAÇÃO, de Eduardo Lázaro

*Lua e Flor - Oswaldo Montenegro - http://letras.terra.com.br/oswaldo-montenegro/73964/

quinta-feira, 28 de julho de 2011

MAPAS CRÔNICOS DO DESEJO


Milhares de gotas d'água,
quentes e caindo
em minha múltipla
cabeça...
Aquecem-me,
lavam-me,
levam-me até
tuas imagens,
tatuadas e autuadas,
em flagrantes memórias!
E nas lembranças
de passagem,
das palavras minhas,
dos sons teus,
contorcidos, distorcidos,
entorpecidos,
rendo-te, sozinho,
honrosa homenagem:
Seios,
teus meios de
clamar-me
para cuidar-me...
Suas curvas,
seus lados,
apontando-me para ver,
caminhos, destinos,
e onde se perder...
Seus quadris,
convidando
olhares devassos
e mais do que
remotos instintos
despertando...
Nós,
sós,
afim,
assim,
meus,
teus,
por Deus!
Eis-me,
derramado...
Enfim!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

UMA CAIXA

Numa caixa
d'onde nada
é maior e mais
transparente
do que a alma
do peixe,
as sensações
filmicas e sonoras
da tua essência,
dão-me a
Mensagem:
doa-se,
toma-me e
torna-nos
reciprocamente
doces.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

ANJO D'ÁGUA

G. Klimt, Fishblut, ill. per Ver Sacrum, 1898
Diferes dos anjos que passaram por mim,
Caído, arcanjo ou querubim,
nenhum destes, era assim:

Não voas, mergulha!
Não és infinita, és profunda!

Não vives no céu, vives nas águas...
Não possues asas, mas nadadeiras,
que levaram-te pra longe da origem das mágoas,
E ditaram-te o retorno, em ondas verdadeiras.

Fugis-te, voltas-te, nas lembranças, diferente!
Transmutando amores,  com olhos de luz,
e as liquidas curas do teu inconsciente,
que te recria, te refaz e a tua vida, conduz.

domingo, 10 de julho de 2011

ANTROPOFÁGICA

La Toilett - Tolouse Lautrec
Levanta o olhar,
fita os meus olhos,
Antes mesmo que termine
sua sagaz antropofagia!
Esta ânsia voraz de
devorar-me
aos poucos.
Lábios violentos,
gestos ingênuos,
que despertam-me
as fúrias acumuladas
da minha espécie.
Apressa-te e mata-nos,
Banhando-se do
Eu-líquido,
desesperado por
fugir e cobrir-te
por todas as direções.

SER PESCA E PESCADOR

Vincent Van Gogh - Pescador junto à ponte De Clichy.
Foste fisgada,
nadando por entre
as minhas palavras.
E nas confusões
entre ser peixe,
pescador e
pesca, 
eis que 
o retirado d'água
fui eu!
Agora, aqui, 
humano,
sem escamas,
debatendo-me no chão!
Carne adocicada,
nutritiva e viva;
alimento primordial
do espírito d'alguns,
dos corpos, d'outros.
Embebido no azeite,
me aceite,
ao ponto. 
Ouve,
degusta.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

CORPO NEGREIRO

Navio Negreiro - Rugendas
Corpo, 
meu navio negreiro!
No teu porão, 
carregas 
meu coração!
Escravo de tantos
senhores, de tantas alcunhas:
Senhor Amor, Senhora Razão,
Senhor Dor, Senhora Paixão...
Desembarcando em terras estranhas,
Para colocar a prova, 
novamente, minhas entranhas...
Minha sobrevivência em trabalho,
As providências sobre o que valho,
Colher o que fiz ser plantação:
Tornar meu peito livre,
são.
Tornar meu peito livre,
em vão.

LUA, FOGO E VINHO



Tens luz clara, luz dourada,
luz vermelha,
Tens mais do que minh'alma nua,
Tens do que mais precisa a luz:
a centelha!


Queres alguém que ame a Lua,
E que sempre pense, alegre ao vê-la:
"Ei-la no céu! Ela é minha, ela é tua!"


Queres alguém que ao fogo, ame,
E que quando dele se aquecer, sinta:
"Esteja comigo, para que eu me inflame!"


Queres alguém que seja, pelo vinho, apaixonado,
E que sempre ao prová-lo, te surpreenda:
"Deita-se ébrio de amor do meu lado!"

sexta-feira, 1 de julho de 2011

RE-EMBRIÃO

http://mimetize-se.blogspot.com/2011/06/re-embriao.html
Núcleo,
Semente.

Nu,
Clemente!

Folhas, flores, fases,
Sementes, cascas, frases.

Fez vida quando viva,
Faz vida, quando revivida.
Na arte, na composição,
Na parte, na construção.
No fluxo mandálico da comunhão.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ERRANDO DEMASIADAMENTE ERRANDO

http://www.joaowerner.com.br/images/mito/satiro_entre_cogumelos.htm
Necessário.
Experiencia,
Contraditório,
Vivência.

Consciente,
inconsciente,
humano, 
demasiadamente!

Quantas vezes o tempo me permite errar?
Quantas chances terei eu de tirar proveito,
Das escolhas que faço, ou tenho desfeito,
Na insanidade mestra do "ter que acertar"?

Pois se me for negada, a faculdade do erro
Abre alas, então, para o carro fúnebre passar,
Convoca os músicos negros para o jazz, tocar,
E faz uma cova funda, para meu enterro.
__________________________________________________

Imagem:

Sátiro entre cogumelos - João Werner
gravura digital vetorial (Flash)
42x60 cm.
20/06/2007
código da gravura 84-07

A CAÇA

"Campo de trigo sob céu nublado", Vincent van Gogh

Nas pradarias
banhadas 
pelo reflexo
da luz
alva
do seu
sorriso,
meu inimigo,
caço!
Este maldito
responsável
por ter
escondido
de mim
a possibilidade
de saber-te
existir.
Caço-te!

terça-feira, 7 de junho de 2011

SOBRE OS CASTELOS E OS SAPATOS

Van Gogh - Sapatos

Não me interessa a grandiosidade dos teus castelos,
Enquanto sonho quieto, com a minha choupana.
Para que eu seja forte, em todos os elos,
Não invento amores, como quem se engana.

Dos desejos de ser, o que mais me inspira,
E coloca-me vivo, diante destes fatos,
É o que diz a bela trova, de Sá e Guarabyra:
"Meu lar é onde estão os meus sapatos."*
____________________________________________________________________

*Meu Lar É Onde Estão Meus Sapatos 
(Sá e Guarabyra)
Composição : Sá e Guarabyra
 
Desde que me conheço
Desde que me conheço
Que sou assim
Mas não, não, não ria de mim,
Amigo de novidades sem ambição ou raiz
Mas isso não me faz infeliz

A gente tem que saber
Ser dono do seu destino
Partir se tem que partir
Ficar se tem que ficar

Meu lar é onde estão meus sapatos
Meu lar é onde estão meus sapatos
Um pouco em cada pedaço e lugar

Mas basta que você diga
Basta que você diga
Uma só palavra pra mim
Que sim, sim, sim.
E logo você vai ver
Que eu cheguei pra não mais sair
E vim, vim, vim.

A gente tem que saber
Ser dono do seu destino
Partir se tem que partir
Ficar se tem que ficar

Meu lar é onde estão meus sapatos
Meu lar é onde estão meus sapatos
Um pouco em cada pedaço e lugar

quarta-feira, 25 de maio de 2011

LÁZARO

"A Ressurreição de Lázaro" - Rembrandt
Ao jovem poeta Eduardo Lázaro.

Lê,
Ama,     
Zomba,
Acredita,
Recria,
Olha,

Sê...

Nos versículos escritos no tempo passado,
Em que diante da morte, o deus-homem chamou,
"Levanta-te e anda!", e o jovem escutou:
Lázaro! Tu és milagre, ressuscitado!

Agora que disto, sois então ciente.
"Senta-te e escreve!", diria o Senhor,
"Eis a força motriz da vida: o amor!"
Em suas palavras, bem dito é o presente.

sábado, 7 de maio de 2011

AEGA ET PALADINUS


Minha consciência está a dançar,
De tanto sentir-se leve!
E a voar como as Aegas*, se atreve,
Batendo as asas nas correntes de ar.

Meus sentimentos estão livres e honestos,
Do peso dos anos a se revelar,
Nas chantagens do tempo a petrificar,
Os passos dos que não transmutam seus gestos.

Eis-me aqui, paladino das próprias emoções,
Fugaz e intrépido auto-conquistador!
Leigo, mas em busca, da face do amor,
Que construo na soma das minhas paixões.

* Borboleta da família dos Ninfalídeos, tipica do Sul e Sudeste brasileiros. É encontrada com mais frequência em regiões com folha de taquara e bambu, lugar em que se hospedam seus casulos. Os machos dessa espécie apresentam na face superior das asas uma coloração azul metálica de brilho inigualável. Fonte: http://borboletaorg.blogspot.com/

domingo, 10 de abril de 2011

A FOME DOS ESQUECIDOS

A sesta - Van Gogh (1890)
Escala-me
Voraz, feroz!
E quando, a sós,
Doa-se a mim. 
E por fim,
Sêde de que alimento-me!

Tempero as tuas curvas,
com meus olhos, condimentosos...
E jantar-te-ei as pernas, com bebidas turvas,
Digerindo-te em partes, com molhos saborosos.

Dormirei então, a sesta dos preguiçosos,
Do corpo cansado, amolecido,
Pelo devorar herdado dos ardilosos
E bárbaros descendentes esquecidos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

AO AMIGO FERNANDO SOARES



Para voltar a viver,  a filosofia, escolhes-te!
E ao sair da escuridão, quem diria,
que seu tempo, tão cedo, cessaria...

Oxalá, fosse esta "vida", um golpe de sorte,
Sem a elasticidade da alma inquieta,
Que se lança ao desafio, da luta que é certa,
E não espera inerte, o abraço da morte.


Nos ventos velozes e assombrosos, 
Que tu'alma levaram, ferozmente,
Não existe dor e saudade, somente,
Mas as descobertas dos teus sonhos poderosos!

Dos teus infindáveis pensamentos, originaram-se,
Ideias que por céus e terras o conduziram,
Nas esferas metafísicas que o seduziram,
Na eternidade da razão, que não se entende.
Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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