"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

A CAÇA

"Campo de trigo sob céu nublado", Vincent van Gogh

Nas pradarias
banhadas 
pelo reflexo
da luz
alva
do seu
sorriso,
meu inimigo,
caço!
Este maldito
responsável
por ter
escondido
de mim
a possibilidade
de saber-te
existir.
Caço-te!

2 comentários:

  1. Se encontro em ti meu abrigo, corro de ti como corro dos espelhos. Não aguento ver-me contigo, e morro de ciumes de mim mesmo por não conseguir assumir-me como meu próprio amigo. Adorei sua poesia.

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  2. Sempre perto e sempre longe, sempre cacei, até que encontrei.. O que não faz um olho de rá :)

    ResponderExcluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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