"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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terça-feira, 7 de junho de 2011

SOBRE OS CASTELOS E OS SAPATOS

Van Gogh - Sapatos

Não me interessa a grandiosidade dos teus castelos,
Enquanto sonho quieto, com a minha choupana.
Para que eu seja forte, em todos os elos,
Não invento amores, como quem se engana.

Dos desejos de ser, o que mais me inspira,
E coloca-me vivo, diante destes fatos,
É o que diz a bela trova, de Sá e Guarabyra:
"Meu lar é onde estão os meus sapatos."*
____________________________________________________________________

*Meu Lar É Onde Estão Meus Sapatos 
(Sá e Guarabyra)
Composição : Sá e Guarabyra
 
Desde que me conheço
Desde que me conheço
Que sou assim
Mas não, não, não ria de mim,
Amigo de novidades sem ambição ou raiz
Mas isso não me faz infeliz

A gente tem que saber
Ser dono do seu destino
Partir se tem que partir
Ficar se tem que ficar

Meu lar é onde estão meus sapatos
Meu lar é onde estão meus sapatos
Um pouco em cada pedaço e lugar

Mas basta que você diga
Basta que você diga
Uma só palavra pra mim
Que sim, sim, sim.
E logo você vai ver
Que eu cheguei pra não mais sair
E vim, vim, vim.

A gente tem que saber
Ser dono do seu destino
Partir se tem que partir
Ficar se tem que ficar

Meu lar é onde estão meus sapatos
Meu lar é onde estão meus sapatos
Um pouco em cada pedaço e lugar

3 comentários:

  1. Se sinceridade fosse tornar realidade palavras bem colocadas, sua poesia faria maior a sua já grande morada. Coisa boa de ser lida!

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  2. Esse blog tem um ar sonhador e ao mesmo tempo realista. Adoro isso! Acho que reflete muito do que eu sou. A maioria das mulheres costumam ser sonhadoras, vivem num mundo surreal, principalmente quando o assunto é romance. Eu sou bem diferente, e isso aqui me retrata perfeitamente. Como costumo citar: "Se não for pra me fazer voar bem alto, nem me faça tirar os pés do chão." "Muito pra mim é tão pouco..." Adorei seu blog, parabéns!

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  3. Obrigado Edu e Cris. Vocês fazem este blog valer a pena.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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