"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

ANJO D'ÁGUA

G. Klimt, Fishblut, ill. per Ver Sacrum, 1898
Diferes dos anjos que passaram por mim,
Caído, arcanjo ou querubim,
nenhum destes, era assim:

Não voas, mergulha!
Não és infinita, és profunda!

Não vives no céu, vives nas águas...
Não possues asas, mas nadadeiras,
que levaram-te pra longe da origem das mágoas,
E ditaram-te o retorno, em ondas verdadeiras.

Fugis-te, voltas-te, nas lembranças, diferente!
Transmutando amores,  com olhos de luz,
e as liquidas curas do teu inconsciente,
que te recria, te refaz e a tua vida, conduz.

6 comentários:

  1. Admirável as palavras que escreve. Muito talento. Parabéns.

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  2. Que anjos aquáticos façam de seu ambiente, água fonte vida da gente...

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  3. Adorei... Me transportei pra outro mundo ao ler, gosto disso!

    Parabéns!

    Me visita www.medicinepractises.blogspot.com

    Estou te seguindo, se puder retribuir, ficarei grata.

    Bjos


    Nah Phatcholly

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  4. Belo poema...
    Pelo que vejo aqui as coisas são sempre assim'
    Te vi no blog Um novo olhar sobre a medicina, e resolvi vir conferir.

    Já estou seguindo, segue tb?

    Abraços!

    ResponderExcluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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