"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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domingo, 10 de julho de 2011

ANTROPOFÁGICA

La Toilett - Tolouse Lautrec
Levanta o olhar,
fita os meus olhos,
Antes mesmo que termine
sua sagaz antropofagia!
Esta ânsia voraz de
devorar-me
aos poucos.
Lábios violentos,
gestos ingênuos,
que despertam-me
as fúrias acumuladas
da minha espécie.
Apressa-te e mata-nos,
Banhando-se do
Eu-líquido,
desesperado por
fugir e cobrir-te
por todas as direções.

5 comentários:

  1. Belas palavras, arte dos sentidos, se faz revelar o que nos acomete, sempre nos levará a algum lugar.

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  2. Voltaste a escrever... Bom sinal! Espero que vc esteja bem.

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  3. A motivação vem de tudo da qual não me obrigo. E nos poucos dias livres, posso nadar no céu e voar na água.

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  4. Posso crer nestes versos que a antropofagia é inclusive a consequência do desejo consumado sobre a pessoa deglutida nestes termos da sua poesia.

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  5. E nessa petit mort o poeta brota dentro do homem que renasce...

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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