"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

CORPO NEGREIRO

Navio Negreiro - Rugendas
Corpo, 
meu navio negreiro!
No teu porão, 
carregas 
meu coração!
Escravo de tantos
senhores, de tantas alcunhas:
Senhor Amor, Senhora Razão,
Senhor Dor, Senhora Paixão...
Desembarcando em terras estranhas,
Para colocar a prova, 
novamente, minhas entranhas...
Minha sobrevivência em trabalho,
As providências sobre o que valho,
Colher o que fiz ser plantação:
Tornar meu peito livre,
são.
Tornar meu peito livre,
em vão.

2 comentários:

  1. Precisa comparação esta, bem versada!! Nunca livre seremos sobriamente contentes!!

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  2. Lembrei-me da minha infância.... viagem com mais três irmãos. Carro lotado, até a avó foi. E minha irmã.... obrigando-me a decorar Vozes D´África - Castro Alves. Infância..... acho que foi lá que descobri o prazer de vento do rosto. Liberdade. Desde então o vento me beija e recordo-me que infância é isso: liberdade.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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