"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

MAPAS CRÔNICOS DO DESEJO


Milhares de gotas d'água,
quentes e caindo
em minha múltipla
cabeça...
Aquecem-me,
lavam-me,
levam-me até
tuas imagens,
tatuadas e autuadas,
em flagrantes memórias!
E nas lembranças
de passagem,
das palavras minhas,
dos sons teus,
contorcidos, distorcidos,
entorpecidos,
rendo-te, sozinho,
honrosa homenagem:
Seios,
teus meios de
clamar-me
para cuidar-me...
Suas curvas,
seus lados,
apontando-me para ver,
caminhos, destinos,
e onde se perder...
Seus quadris,
convidando
olhares devassos
e mais do que
remotos instintos
despertando...
Nós,
sós,
afim,
assim,
meus,
teus,
por Deus!
Eis-me,
derramado...
Enfim!

5 comentários:

  1. Nossa!
    A cada dia me encanto mais...
    Realmente->> "Bem mais admirável porém minh'alma invisível que abraça e enriquece todas essas coisas".


    Bjs=***

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  2. E do que seria de nós, sem esses sentimentos latentes que insistem em rasgar nossa essência.
    Ja disse o grande filósofo.... :)

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  3. Segue a sequência deste maravilhoso jogo de dominó, que se for de quatro peças apenas, foi uma queda e tanto cada uma!! Abraços, Adriano!

    Verte no vaso vasto
    substância orgânica,
    húmus fértil, leque
    aberto, jogo sincero.

    Verte fenda caminho
    materno em nascente
    às regras deste destino
    abrindo passagem livre.

    A última gota da chuva,
    o adeus à solidão eterna.
    A declaração em quebra,
    felicidade não deve ser secreta.

    Não nos ilude a perfeição;
    nela reside a sensibilidade
    na estação sazonal da oferta.
    Real é a vontade compartilhada.

    Sonhemos contentes, sábios
    na unção do amor e da liberdade.
    Nestas fronteiras soníferas, mapeio
    meu trajeto ao interior do seu zodíaco.

    Verta-me Zeus à sua concepção
    mítica das delícias do Olimpo
    invadido às ordens de Tálassa
    por Dione fertilizada da Beleza.

    Eduardo Lazaro

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  4. A uma expressão tão voluptuosamente bela só nos resta o silêncio invejoso da reverência.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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