"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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domingo, 10 de julho de 2011

SER PESCA E PESCADOR

Vincent Van Gogh - Pescador junto à ponte De Clichy.
Foste fisgada,
nadando por entre
as minhas palavras.
E nas confusões
entre ser peixe,
pescador e
pesca, 
eis que 
o retirado d'água
fui eu!
Agora, aqui, 
humano,
sem escamas,
debatendo-me no chão!
Carne adocicada,
nutritiva e viva;
alimento primordial
do espírito d'alguns,
dos corpos, d'outros.
Embebido no azeite,
me aceite,
ao ponto. 
Ouve,
degusta.

3 comentários:

  1. Inspiração é isso... Quando se vê, já foi. Mesmo que depois, chova apenas sobre uma cabeça.

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  2. Nessas explosões que tudo flui tão naturalmente, numa beleza fantástica que normalmente buscamos tanto e nunca encontramos.
    E do peixe e o pescado, o importante e degustar.

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  3. Hoje eu quem mato, mas em instantes, morro. Definho sobre o tempo, sobre a fome; nesta gravidade, por mais que eu grito, não corro. Sem espaço pra fugir de mim mesmo, até no fim do prédio de onde me jogo encontro no chão espelho. Então me deito ao lado do meu desejo, e me ponho farto ao prato do consumo. Logo após ato consumado, transformo minha casa em novo estômago de minha loucura de achar que sou liberto e que neste mundo há fixa cura...

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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