"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O DUETO DAS PELES


Quando eu descer
diante de ti,
todo revestido
de entrega plena,
arranca meus pelos,
minha pele e então,
encontra-se em mim!
Deixa-me entrar,
buscar-te no que é teu,
e o que é eu,
o que é meu!
Começa com vírgula
poesias e romances,
que escreveram por nós:
Todo desejo
construído em vontade,
fora de hora...
Todo desejo
de cantar em dueto,
"Demora, agora...".

Imagem: http://www.imdb.com/title/tt0422295/

4 comentários:

  1. À lua cheia, uivos no cume da montanha! Bravo!

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  2. Algo difícil é descrever, em poesia, sem vulgaridade, mas com erotismo, um momento íntimo. Quanta simplicidade e beleza. Delicadeza e sutileza. Perfeito.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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