"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A CRIANÇA NO TEMPO


Quando pisco
meus olhos,
e os anos
passam voando...
Quando fecho
meus olhos,
e a infãncia
vem pairando...
Repleta de borboletas,
robôs, coqueiros e praias,
desenhados em branca
alma-papél,
que se colore lentamente,
acalentando minha mente,
e o meu
espremido coração,
que perde e pede
espaço para
voar no espaço!
Assina
Discos Voadores
e cruza as dimensões
da memória
da lembrança,
da história,
da esperança
e dá-me,
no tempo,
a doce
criança...

5 comentários:

  1. Ai que lindo! Amei, amei, amei! Beijos!

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  2. Isso recordou-me a música do Caetano..." és um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho...tempo,tempo,tempo,tempo,tempo...vou te fazer um pedido...tempo,tempo,tempo,tempo..."

    Curiosamente,hoje também 'poetei' sobre o tempo, em uma percepção diferente...
    Adorei a sua! - totalmente terna...

    Um abraço!

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  3. Doces lembranças devem ser guardadas com carinho.

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  4. Recordar é viver, rs. Até mesmo dos desejos e pensamentos antigos. Grande abraço!

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  5. Sempre que evocarmos, a nossa criança virá salteando para nos lembrar que, mais do que sobreviver, é preciso viver.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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