"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

LICORES INEXISTENTES


Utopia chamaste de bom grado a morte,
E a ela te entregaste de corpo inteiro e são,
E a tua alma deixaste para a própria sorte,
E os casos e acasos, desta pobre geração...

Sem peito, sem razão,
sem cor, sem bandeira,
sem força, sem tesão,
sem eira nem beira.

Cálices de licores inexistentes,
Que as horas inebriam com a solidão,
Dos delírios tecnológicos, que afogam as mentes,
Secando as raízes e folhas da transformação.

2 comentários:

  1. Molotov:
    iapt.wikipedia.org/wiki/Viatcheslav_Molotov

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  2. Isso me lembrou aquela revolta que o povo causou na Inglaterra, e quando foram questionados, muitos simplesmente, segundo a mídia que li, não tinha motivos senão revoltarem-se.

    ResponderExcluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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