"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

UM VESTIDO VERMELHO


Tiraste com palavras
o vestido vermelho
engavetado nas
memórias minhas...
Tecido rubro
sob medida, criado
para, em ti,
dançar e cobrir-te
a branca pele
e cobrir-me
de fantasia...
Tocá-lo,
suspendê-lo,
tirá-lo,
banhá-lo
com meu
e o seu suor,
eu queria...
Para depois
vê-lo caído
no chão,
após flutuar,
nos segundos
duma fração...
E retornar
consciente da
vontade que
inerente deixa-me
entristecido...
Para novamente,
despertar e
engavetar
sem ti,
o teu vestido.

4 comentários:

  1. Impressionante como somos tragados tive que ler rápido e mais rápido a cada palavra, nas 4 vezes que li não consegui fugir.

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  2. enquanto houver fome não haverá sossego, rs

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  3. Belíssima inspiração.
    Sortuda a dona do vertido e do merecimento.

    ResponderExcluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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