"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

EU CHOVENDO



Vou andar na rua.
Chover de baixo para cima.
Molhar o céu com minh'água,
cheia de (e)motivos.
Encharcar de mim
as núvens teimosas.
E ao expelir-me
na ensopada fuga,
fingir-me como Pessoa.
Como, deveras,
sinto.

Um comentário:

  1. Que haja tempestades de lugares, sentimentos, enfim, que de tempestivo à calma, a poesia transforme cada verso em uma oratória do criador à quem possa dele chover também...

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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