Tiraste com palavras
o vestido vermelho
engavetado nas
memórias minhas...
Tecido rubro
sob medida, criado
para, em ti,
dançar e cobrir-te
a branca pele
e cobrir-me
de fantasia...
Tocá-lo,
suspendê-lo,
tirá-lo,
banhá-lo
com meu
e o seu suor,
eu queria...
Para depois
vê-lo caído
no chão,
após flutuar,
nos segundos
duma fração...
E retornar
consciente da
vontade que
inerente deixa-me
entristecido...
Para novamente,
despertar e
engavetar
sem ti,
o teu vestido.




