"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SOLVE ET COAGULA

O que
temos nós,
a mais e melhor,
do que
os animais?
Como tais,
assim quero
ver-te:
pelas costas!
Teu cabelo
em alça
quando minhas mãos,
são armas 
na luta,
de contê-la
na tua ânsia
de virar
a cabeça e
de olhar-me
nos olhos,
ainda que fechados,
concentrados
no impacto,
crescente, 
voluptoso,
alquímico...
Então
solvo-me em ti,
que coagula-nos
em si.
Alquimia feroz,
a sós,
em atos
que atuamos,
atoa,
na toada
dos instintos.

Um comentário:

  1. Homenagear o que é instinto é transformar desejo em ansiedade ardente!

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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