"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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segunda-feira, 26 de março de 2012

O TODO, A PARTE E A DESCONSTRUÇÃO


Sem os meus personagens, nada sou!
Os meus personagens sem mim, nada são!
Nas abordagens permanentes ou de ocasião,
Ou homenagens pelos caminhos por onde eu vou...

Sigo vivendo da criação dos meus fatos,
concebendo o que pode ser todo ou parte
Redizendo o mestre Gregório de Matos
e escrevendo a mim mesmo como arte.

Ora, então serei eu um ser imagético,
de inúmeras cabeças diversas, falantes,
com discursos improvisados e atuantes,
na construção mitológica d'um ser anti-arquétipo!

2 comentários:

  1. Ok, não o culpo. E também não me culpe. Quem muito ingere, além da conta, expele de alguma forma.
    Excelente postagem. Quero compartilhar minhas reflexões dela:

    Antes não haver a doença do que viver vendendo remédios. A Salvação é uma chantagem? Estamos rodeados de moscas! Onde estão nossas asas? A promessa era de Glória, e eis que sem lança e alazão, os pés tornaram-se meios de locomoção, couraças, descalças, assim como a esperança, sem endereço e sem memória...


    Queria saber se o gosto do veneno é doce,
    se as estrelas que surgem às vistas grossas
    a cada tombo proposital de pose teatral
    dói tanto assim como aos olhos do roteiro...

    A ponta da lâmina que corta e separa,
    o tiro à queima roupa por algum motivo,
    a lágrima da atriz coadjuvante emociona,
    e as plantas continuam intactas ao vento...

    Faz Sol a maior parte do tempo no Meridiano,
    e no final do mês a tragédia tem seu preço:
    Enriquece com seu sofrimento de plástico,
    desperta o fingimento, antes intacto, também nosso.

    Ah se o beijo da morte for do mesmo sabor
    do daquele primeiro que não percebemos,
    daquele embalado em confeitos de enganos
    que compramos rotulados de inocência. Tão cara.

    A que preço somos nós mesmos nas ruas?
    Ao seu lado quem deita no próximo travesseiro?
    A cada sonho as imagens do ilusório e do proibido,
    misturados no ácool derramado. Dos lábios também escorre.

    Queria saber o peso dum sorriso fingido,
    quando fecha contratos e comove crianças,
    adultos e idosos em todas as filas da sessão.
    A natureza é selvagem, a huminidade, competitiva.

    Quem sou afinal? Aquele calado frente à cortina?
    Aquele de palavras velozes à força da luz das idéias?
    Vestido de super-herói, meu jeans e minha camiseta
    sem o emblema da promoção à idolatria, mais um.

    Banalidade pensar que há o que comemorar.
    A obrigação sempre tem que ser pesada,
    à espera do feitço que traga magia à rotina...
    Talvez a embalagem seja a melhor parte do presente.

    Para que asas se os números são infinitos?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Para que o infinito,
      se nossas asas tem preço?
      Para que me limito,
      se o destino eu desconheço?
      Embaralho pessoas, mágoas, alegrias,
      descarto palavras, compondo elegias.
      Eis minha dor mais profunda:
      não resistir ao vazio que me inunda...
      Eis meu maior sonho:
      desfrutar do amor a que me proponho...
      Eis a ira que me corroe:
      executar e reviver meu ser herói...
      Eis a marca dda minha vingança:
      alimentar bactérias da minha esperança.

      Excluir

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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