"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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domingo, 20 de maio de 2012

TE(N)SÃO


Segue teu instinto voraz,
febre da busca que encanta.
Teu caminho próprio faz,
ressoa um íntimo mantra.

Alimente teu coração faminto.
Se a surpresa assusta encare o reflexo.
Estão nos espelhos deste labirinto
imagens além limites e nexo.

Visita convidada é solicitação de permanência.
A residência da loucura está repleta de monólogos.
Dancemos outra valsa nas curvas destas águas.
Brumas alcoólicas! Que as marés nos conduza...

Sim, encoste a cama, deite a porta bem aqui.
Feche os sonhos, abra os olhos rentes ao teto.
Regue as pedras, cave a horta, estanque o sangue
e os ponteiros dos minutos, girando por si...

Por Adriano Tardoque e Eduardo Lazaro

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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