"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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domingo, 3 de junho de 2012

NARCISO'SONG


Das coisas que tanto almejo,
De tudo aquilo que preciso,
Não estão os olhos de Narciso,
Que se contemplam no próprio desejo.

Tão pouco faço um espelho, com a água,
Pois desta, somente a fluidez me interessa,
Ao abraçar minha alma que confessa:
Quem tanto se olha, n'outro causa mágoa.

2 comentários:

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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