"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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sábado, 7 de julho de 2012

NUM SONHO


Estranha que
entre estalos
e som,
minha fúria
beijava...
E nos embalos,
sem dom,
ou lamúria,
imaginava:
Quem você é?
D'onde vem?
Disposta e
proposta,
teus fios douravam
na refração
iluminada,
enquanto meu
pulmão dilatava
na troca
desesperada
de doar,
de sentir,
libertar,
exaurir!

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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