"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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domingo, 30 de setembro de 2012

O TORMENTO DE UM POETA



Perdão se te invadi de forma indiscreta,
Em momento tão sensível  e  de forte emoção.
Mas deixa que me apresente, sem mais enrolação:
Muito prazer, eu sou, dentro de ti, o poeta.

Perdão se diante da minha perda de rumo,
E desesperada sede de expressão,
Eu te deixo ansioso e, enlouquecido, então,
De dentro para fora eu te consumo.

Perdão se descontroladamente eu amo,
E incendeio seu peito com meu desespero,
De entregar-me ao que pode ser amor verdadeiro
Ou a ao melancólico descobrir de outro engano.

Perdão, mas é chegada a hora,
De dormir os sonhos do seu peito,
E retornar a noite, no seu leito,
Para gritar: Levanta-te e escreve, agora!

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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