"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

VENTO-BEIJO DA PAZ


Beija-me
O rosto,
O vento.
Dá-me
O gosto,
O alento.
Da paz
Que assaz
Tanto eu queria.
Que nas idas
E vindas
Não encontraria,
Por desconhecer
Que na busca
De reconhecer
O que se compreendia,
Da alma fechada,
Da garganta calada,
Da palavra engasgada
Que não observava
Que não respirava
E não se acalmava,
E era ansiedade,
Longe da verdade,
Da liberdade
De deixar correr. 

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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