"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

AUTOCIVILIZAÇÃO


Amamenta-me a loba, postada sobre mim,
junto do meu gêmeo que em breve matarei,
para fundar a minha autocivilização e assim,
parir o impulso arquetípico, que no peito eu gestei.

E pulsando juventude, da livre libertinagem,
a flauta de Pã para as ninfas, vou tocar
e nos olhos da Medusa, contemplarei a imagem,
do Teseu  sem tesão a se petrificar.

E reviver plebeu, sem culote, na coletividade,
e a história das histórias, com os dentes, transformar,
sonhando liberdade, sem igualdade ou fraternidade
não ter pernas, braços e, ao rei, decapitar!

Viver das máquinas, e com elas, lutar!
Juntar os pelegos, filhos da velha senhora,
ler o manifesto cor de sangue e se amotinar,
revolucionar o próprio tempo, a cada dia, toda hora.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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